Quatro anos de luto e busca por reparação

Data Notícia
25 Jan 2023

Missa Brumadinho

Familiares das vítimas, movimentos sociais e membros da Arquidiocese de Belo Horizonte se reuniram hoje, 25 de janeiro, para celebrar a memória das 272 joias levadas pelo rompimento da Barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho. Há quatro anos, as famílias convivem com a dor da perda de seus entes queridos e buscam pela reparação integral. A Fundação Getulio Vargas estava presente à celebração para prestar solidariedade a todos atingidos direta e indiretamente.

Alexandra Andrade Gonçalves Costa, presidente da Associação dos familiares de Vítimas e Atingidos, leu a mensagem enviada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva -onde ela afirma que “não é possível conviver com a impunidade. Que possamos renascer de Mariana e Brumadinho, que possamos começar agora outra história”.  Presente à homenagem, o procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, se comprometeu a responsabilizar aqueles “que por omissão ou dolo, cometeram esses crimes que vitimaram os que se foram e os que estão entre nós até hoje” e afirmou que o Ministério Público continuará trabalhando para que o julgamento seja feito por um júri popular na cidade de Brumadinho.

“Todos nós buscamos fazer o melhor para que o mar de lama nunca mais aconteça. As barragens a montante vão acabar”, garantiu. Além das vidas perdidas, o rompimento também provocou danos sociais, econômicos e ambientais em Brumadinho, na região atingida da Bacia do Paraopeba e em todo o estado de Minas Gerais. Na busca por uma reparação efetiva, o Governo de Minas, em atuação conjunta com Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Ministério Público Federal (MPF) e Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), assinou em 4/2/2021 o Termo de Medidas de Reparação, que determinou uma série de medidas de reparação aos danos econômicos e sociais, dentre eles, o Programa de Transferência de Renda (PTR), gerido pela FGV.

“Nós temos as pessoas que foram vitimadas e que perderam a vida, outras que tinham relação trabalhista com a empresa e tem a questão econômica local. O acordo prevê projetos que reativem a vocação econômica da região que foi prejudicada pelo crime. Mas até que as atividades gerem renda para a população, as pessoas não podem ficar sem nada para se sustentar.  O Programa de Transferência de Renda vem nesse sentido e será pago até que elas possam ter uma atividade econômica e auferir sua renda. O prazo do PTR é de cinco anos e acreditamos que esse é o tempo necessário para que as atividades econômicas fomentadas pelo acordo de reparação sejam realizadas e as pessoas voltem a ter renda”, afirmou o procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior.

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